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Archive for maio \05\UTC 2008

Um brinde à amizade.

Um brinde à amizade.

Boris e eu acabamos de completar 8 anos juntos.

Quantos obstáculos enfrentados, quantas alegrias compartilhadas, quanto aprendizado… E quando me pedem para falar sobre a importância dele em minha vida. Uma palavra basta: AMIZADE.

Sim, a mesma que tornou possível a realização de tantos sonhos, de tantos projetos construídos e compartilhados com verdadeiros amigos. Amigos que mais do que incentivar a perseguição de um sonho tiveram amizade suficiente para darem o melhor de si e torná-los realidade.

Assim foi construído o Instituto IRIS, que nasceu do acreditar de muitos amigos e hoje transforma a vida de tantas pessoas. Assim está nascendo esse jornal. Com a fé de muitos amigos em que há muitas boas notícias para nos darem a energia suficiente para
produzirmos mais boas notícias.

E a primeira boa notícia que eu gostaria de dar é que as verdadeiras amizades existem e são capazes de construir um mundo muito melhor.

Thays Martinez


abril2008

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Reconhecidamente o desenho e o desenhar têm feito parte da história humana, tendo relevante papel no desenvolvimento e na cultura de nossa sociedade. Entretanto, essas atividades têm sido renegadas às pessoas cegas, impedindo-lhes o acesso e a manifestação do conhecimento gráfico.
A fim de se reverter essa história de exclusão, os pesquisadores Francisco J.Lima, da Universidade Federal de Pernambuco e José A. Da Silva, da Universidade São Paulo de Ribeirão Preto desenvolveram uma caneta ponteadora para produção de desenhos em relevo.

De baixo custo, bonita, prática e capaz de produzir alto relevo de excelente qualidade em papéis e acetato, facilmente encontrados no mercado, a caneta ponteadora permite a produção de desenho por e para pessoas com deficiência visual.
Simplesmente pressionando a caneta contra o papel, sobre um aparato de EVA composto de EPDM, a pessoa com deficiência visual pode produzir desenhos, mapas ou gráficos, acompanhando com uma mão o desenho que faz com a outra.
Recomendada principalmente como material didático e lúdico, esta caneta vem auxiliar profissionais de educação inclusiva no ensino de geometria, geografia, estatística, ou na ilustração de livros infantis para pessoas com deficiência visual.
Com a caneta ponteadora, crianças, jovens e adultos com deficiência visual terão a oportunidade de conhecer e explorar o mundo dos desenhos bidimensionais, tendo acesso a representações de prédios, igrejas, figuras de animais ou quaisquer outros objetos que antes só podiam imaginar, seja por estarem longe do alcance das mãos, seja por serem grandes demais, ou muito pequenos. A caneta vai resgatar a capacidade de expressar, representar objetos conhecidos ou imaginados, desenvolvendo e manifestando, assim, as habilidades artísticas e de criação, tão importantes para o desenvolvimento integral do ser humano.
Utilizada na estimulação de crianças com deficiência visual, a “caneta ponteadora” possibilita a educadores, pais e responsáveis por crianças um ensino mais lúdico, estimulando-lhes a criatividade, a imaginação e o tato.
E, importante : com orientação e treino, a caneta permitirá às pessoas com deficiência visual aprender a redigir o alfabeto em tinta, possibilitando-lhes receber ou deixar recados para pessoas que não sabem ler o braile.

Contatos e maiores informações
http://www.iris.org.br
Cei@ce.ufpe.br
limafj@usp.br
Jadsilva.ffcrp@usp.br

abril2008

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Dra LINAMARA

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Linamara Rizzo Battistella,
Secretária estadual dos Direitos da Pessoa com Deficiência

Em março de 2008, o governador do estado de São Paulo, José Serra, criou uma nova secretaria para cuidar dos direitos da pessoa com deficiência, escolhendo para o cargo a médica Linamara Rizzo Battistella que tem grande familiaridade com a área.
Por mais de 20 anos ela esteve à frente da Divisão de Medicina de Reabilitação do Hospital das Clínicas, e atuou como docente de disciplinas relacionadas com o tema na Universidade São Paulo. Seu currículo envolve parcerias internacionais, participação em comitês e conselhos relacionados com temas da natureza desta pasta.
A maior contribuição que pretende com a nova atribuição é organizar a comunicação e intercâmbio de ações entre os diversos serviços públicos para que as políticas e projetos, que até já existem e estão sendo implantadas pela atual gestão, possam atender e melhorar a vida das pessoas com deficiência.
Para a Dra. Linamara, cada setor ou divisão de serviço dos órgãos públicos tem suas abrangências bem definidas que devem ser reforçadas: “a Educação deverá assumir-se mais inclusiva. A Saúde, sempre preventiva, mas agilizando a demanda por reabilitação . O Transporte gerando acessibilidade para atender vários segmentos – como por exemplo os idosos que tem muitas necessidades em comum com os deficientes”.
Um destaque das idéias que a Secretaria pretende desenvolver será um trabalho conjunto com os profissionais que projetam os centros de desenvolvimento habitacionais urbanos, os CDHU e insere-se num campo pouco praticamente inexistente nas construções de baixa renda no Brasil que é o da arquitetura inclusiva. “Algumas unidades dos apartamentos dos conjuntos habitacionais deverão ter plantas destinadas a pessoas com deficiência física” conta a secretaria. E para isso, serão dotados de um terceiro quarto ( o padrão atual é de dois ) . Detalhes como portas mais largas e banheiros adaptados trarão uma nova perspectiva nunca antes dimensionada de valorização da cidadania da pessoa com deficiência trazendo melhor qualidade de vida para toda a família.
Outra abordagem inédita que a Dra. Linamara pretende é eliminar a falta de conectividade e informação entre os transportes intermunicipais e estaduais, uma malha que gera problemas que são pouco conhecidos pela população como a fuga ou desaparecimento de menores cerca de 16% são deficientes. Estas crianças acabam sofrendo violências de toda espécie e o mais triste é que sequer são reclamados pelas próprias famílias.
Assim como os idosos têm um calendário especial para a vacinação atendendo suas necessidades específicas, outros segmentos serão reclassificados, como por exemplo os portadores de síndrome de Down que também terão datas diferenciadas, inclusive por faixa etária.
Também a mídia vai ser chamada a colaborar no sentido de aproveitar seu poder de difundir informação e passar a utilizar uma nomenclatura mais adequada para definir algumas condições que continuam recebendo termos inapropriados por falta de medidas normativas neste sentido.
Talvez a maior ambição da Dra. Linamara seja trazer para a Secretaria uma gestão de resultados inspirada no mundo corporativo. “Assim como as empresa privadas, vamos promover programas especiais de ajudas técnicas,
Financiamentos e assessorias especiais que interliguem os vários trabalhos que estejam sendo desenvolvidos de modo que tudo funcione num sistema mais integrado e eficiente”. Ao final dos processos, serão realizadas avaliações de resultados para certificação do cumprimento de metas de inclusão das pessoa com deficiência ou necessidades especiais.
O entusiasmo da Dra. Linamara fez com que cumprisse uma agenda congestionada em suas visitas diárias a VII edição da REATECH Feira Internacional de Tecnologias em Reabilitação que aconteceu de 24 a 27 de abril. Sempre mostrando disposição em suas palestras, a secretaria compartilhou e captou idéias neste com todos que tiveram a oportunidade de conviver neste espaço de novos produtos e serviços e que também atua como um importante fórum social.

abril2008

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Naziberto Lopes trabalhou como analista de sistemas de uma grande empresa até 1989, ano em que começou, progressivamente, a perder a visão. Foi um processo difícil de não-aceitação inicial, revolta; mas, aos poucos, Naziberto aprendeu que teria que aprender a ver o mundo de outra forma. Com a ajuda de amigos e familiares, passou pelo processo de reabilitação, inicialmente buscando profissionalização em um curso de massoterapia desenvolvido para pessoas com deficiência visual.
Especializou-se em quiroprática e foi ainda mais adiante: decidiu, aos 36 anos, realizar um antigo sonho: conhecer melhor a ciência da Psicologia. Ao entrar na Faculdade, no entanto, deparou-se com a completa e absoluta falta de livros acessíveis para pessoas com deficiência visual.
Foi então que sua luta pelo acesso universal à leitura teve início. E mais importante: de uma forma cidadã. Naziberto não limitou sua ação a obter benefícios individuais. Ampliou seus esforços em um movimento exemplar de responsabilidade social que culminou na regulamentação da Lei do livro (10753/2003) que garantirá a todas as pessoas com algum tipo de deficiência o livro em formato acessível.

IRIS – Houve um episódio que podemos considerar a gota d’água em relação a sua indignação pela ausência de livros acessíveis?
Naziberto – Acredito que sim. Penso que foi no exato momento em que o responsável pela biblioteca da universidade em que eu estudava veio dar uma palestra sobre o potencial da biblioteca daquela instituição. Eram cerca de um milhão e meio de livros à disposição, e como os alunos poderiam encontrar ali tudo que precisavam para ao estudos dos programas das disciplinas daquele semestre. Alunos sem deficiência visual, é claro .
IRIS – O que é o movimento pelo livro acessível?
Naziberto – É um movimento que agregou pessoas com e sem deficiências em torno do pleito pela democratização e universalização do acesso a todo e qualquer tipo de livro e leitura existentes em nosso país, uma vez que os livros, como são produzidos e apresentados hoje, deixam de fora dele uma significativa parcela social composta por pessoas com alguma deficiência que impossibilita ou incapacita o acesso ao livro em formato convencional, fixado em papel e impresso a tinta. Nosso movimento pleiteou a imediata produção de livros em formatos acessíveis para este imenso público. Todo livro publicado no Brasil deverá ser acessível para pessoas com deficiência, em formato digital, braille e áudio. E graças a Deus e à nossa mobilização, conseguimos!
IRIS – O que o levou a organizar o movimento pelo livro acessível?
Naziberto – A constatação de que não era apenas eu e os outros alunos com deficiência visual da universidade que estávamos alijados do livro e da leitura em virtude de nossa deficiência, assim como da deficiência do Governo e do mercado livreiro. Mas sim, um contingente muito maior de pessoas com outras deficiências que, como a visual, impedem ou dificultam a leitura dos livros em formato convencional. São pessoas com tetraplegia, amputadas de membros superiores, pessoas com dislexia, idosas, com baixa visão, com algum tipo de deficiência intelectual, até mesmo pessoas com Mal de Parkinson – pois imagine como deve ser complicado para uma pessoa com esse problema segurar um livro nas mãos trêmulas e focar a leitura? Enfim, percebi que a proporção da exclusão e da segregação era muito maior do que pensava minha vã filosofia. Por isso, procurei chamar a atenção dessas outras pessoas para que se juntassem a nós, deficientes visuais, nesta luta. E esse “chamamento” deu muito resultado, pois nosso movimento primou justamente pelo seu caráter eclético em termos de participação.
IRIS – Os resultados foram relevantes e relativamente rápidos. Que fatores levaram ao sucesso da ação?
Naziberto – Penso que foi justamente essa sinergia de forças e desejos de todos em dar um basta na situação de exclusão cultural em que vivíamos. Foi esta vontade de lutar por cidadania, pelo direito de podermos escolher, pelo mais completo e absoluto repúdio para com uma vontade incontrolável de determinadas instituições assistenciais que teimavam, e ainda teimam, em submeter a todas as pessoas com deficiência a uma tutela execrável e que não tem mais lugar nos dias atuais. Não queremos ler aquilo que nossos pretensos “tutores” permitem ou escolhem para nós, queremos autonomia, independência e liberdade de escolha.
IRIS – Sua ação é um exemplo de cidadania e se destaca pelo fato de ser uma ação não institucional. O que você tem a dizer para que as pessoas transformem suas indignações em ações de transformação?
Naziberto – Que as pessoas acreditem que é possível transformar o Mundo. Existe na Psicologia uma piada que criamos e que se chama síndrome de Gabriela. É quando percebemos uma pessoa que acredita que ela nasceu assim, cresceu assim e vai ser sempre assim. Quer dizer, não tem jeito, ela acredita que as coisas são imutáveis, cristalizadas, eternas, estáticas. E para que se possa causar qualquer tipo de transformação social é necessário acreditar muito naquilo que você defende, ter muita disposição para continuar sempre e energia para suar a camisa em busca de outras pessoas que acreditem também naquilo. Não é fácil, justamente porque o mais fácil é desistir, é não fazer nada, é deixar tudo como está. O mais fácil é ser mesmo “Gabriela”.
IRIS – Quais os principais pontos de dificuldade?
Naziberto – Por mais incrível que pareça a maior dificuldade é justamente tentar convencer os seus próprios pares. Convencer as outras pessoas que não passam pelo mesmo problema é fácil, pois elas são solidárias ao seu sofrimento. Já para convencer as pessoas que passam pelo mesmo problema que o seu é mais complicado. Primeiro porque muitas delas já assumiram o papel de “Gabriela” e não acreditam que é possível fazer nada a respeito. Segundo porque uma boa parte dos pares são pessoas extremamente orgulhosas, e não acham que movimentos como o que nós levamos adiante surtam algum resultado. Por isso, muitas vezes, fui apelidado de arruaceiro, panfletário, batedor de panelas, entre outros rótulos que tentaram colar em mim. Estas pessoas diziam que somente o diálogo de alto nível deveria ser tentado. Como discordava disso, iniciei gritando nas ruas, batendo panelas, chamando os colegas, os amigos, os vizinhos, enfim, começamos fazendo barulho, até que o barulho se tornou tão alto e ensurdecedor que o Governo acordou para o problema e fomos chamados, ai sim, para o tal diálogo de alto nível. E demonstramos com isso que com inteligência é possível fazer as duas coisas, gritar alto e também falar manso.
IRIS – Como você se sente hoje com os resultados obtidos? O que você aprendeu com essa ação?
Naziberto – Me sinto orgulhoso pelo resultado. Mais orgulhoso ainda pela mobilização nacional que conseguimos desencadear. As diversas listas que recebíamos pelos correios com folhas e mais folhas de papel assinadas, as caixas de e mails que não davam conta de receber tanto apoio, as mensagens de boa sorte, de força e de motivação. Tudo isso foi realmente uma demonstração de civismo maravilhosa de todas as pessoas que contribuíram para o sucesso deste movimento. E com ele posso d
izer que aprendi a ter mais confiança na garra e na perseverança do povo brasileiro, afinal, eu era um pouco cético a esse respeito. Sinceramente tive que rever, com muito prazer, aliás, meus conceitos a este respeito.
A propósito, finalizando, gostaria de avisar a todos que em breve estarei inaugurando o meu site que dentre outras lutas vai trazer esta do livro acessível contada desde o seu início até nossa conquista final. Lá também está a publicação do Decreto com o texto acordado entre nós do MOLLA Movimento pelo Livro e Leitura Acessíveis no Brasil e os editores brasileiros. Aguardem que o site está ficando realmente muito legal.

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O SONHO DE UM LIDER !

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