Feeds:
Posts
Comentários

ATO RELIGIOSO NA SINAGOGA KAHAL ZUR ISRAEL

COMUNIDADE JUDAICA HOMENAGEIA VÍTIMAS DO HOLOCAUSTO E RECEBE LULA NA PRIMEIRA SINAGOGA DAS AMÉRICAS, EM RECIFE

A Confederação Israelita do Brasil (Conib) e a Federação Israelita de Pernambuco (Fipe) realizaram nesta quarta-feira (27) uma cerimônia em Recife para marcar o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto, na qual estiveram mais de 600 pessoas e convidados como sobreviventes do massacre nazista, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ministros, lideranças políticas, parlamentares de diversos partidos, autoridades religiosas, representantes diplomáticos, dirigentes comunitários, entre outros.

“Foi um evento de grande envergadura, que coroou nossos esforços para homenagear as vítimas do nazismo e mostrou a vitalidade de nossa comunidade, em especial da comunidade judaica pernambucana, que tanto se empenhou na organização deste evento”, afirmou Claudio Lottenberg, presidente da Conib.

PRESIDENTE LULA

A cerimônia ocorreu na Sinagoga Kahal Zur Israel, a primeira das Américas, fundada no século XVII. O presidente Lula chegou ao evento acompanhado pela ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef, pelos ministros Carlos Minc (Meio Ambiente), Franklin Martins (Comunicação Social), Edson Santos (Política de Promoção de Igualdade Racial), e por Alfredo Manevy, ministro-interino da Cultura, e Clara Ant, assessora especial da Presidência.

Compareceram também o governador de Pernambuco, Eduardo Campos; o governador da Bahia, Jaques Wagner; e o prefeito de Recife, João da Costa Bezerra Filho. Vieram parlamentares de diversos Estados, como o senador Romero Jucá, os deputados federais Marcelo Itagiba, Sérgio Carneiro, Ana Arraes, Charles Lucena, Fernando Ferro, Pedro Eugênio, e o deputado estadual Heitor Férrer.

Do plano diplomático, estiveram o embaixador de Israel, Guiora Becher, a encarregada de negócios e ministra-conselheira da embaixada dos EUA, Lisa Kubiske, entre outros. O cônsul-honorário de Israel no Rio de Janeiro, o jornalista Osias Wurman, também compareceu.

A lista de autoridades religiosas trouxe Dom Fernando Saburido, arcebispo de Olinda e Recife. Também estiveram os rabinos David Weitman, Yossi Schildkraut, Alex Mizrahi e Michel Schlesinger, além de presidentes de sete instituições filiadas à Conib e Jack Terpins, presidente do Congresso Judaico Latino-americano.

A sinagoga Kahal Zur Israel, a primeira das Américas, passou por uma importante reforma para abrigar a cerimônia, realizada em data instituída pela ONU em 2005. “Os eventos anteriores, no Brasil, foram realizados em São Paulo e Rio de Janeiro, e trazer para o Nordeste significou também para nós proporcionar grande visibilidade à vida judaica nesta parte de nosso país e um incentivo a mais para intensificar nossas atividades comunitárias”, declarou Ivan Kelner, presidente da Fipe.

“Pudemos, além de homenagear as vítimas do nazismo, contar a tanta gente a história da Sinagoga Kahal Zur Israel, que remete a outro momento de intolerância e brutalidade, representado pela Inquisição”. A Sinagoga foi fundada durante a ocupação holandesa, e integrantes da comunidade tiveram de fugir, ainda no século XVII, quando da reconquista portuguesa, que significou a volta da repressão religiosa. Após escavações arqueológicas, o prédio da Sinagoga foi recuperado pela comunidade judaica e reinaugurado apenas há cerca de oito anos, com apoio da Fundação Safra, abrigando hoje um centro cultural.

A cerimônia desta quarta-feira começou com um ato religioso, dirigido pelos rabinos. Em seguida, houve uma cerimônia de acendimento de um candelabro com seis velas, cada uma simbolizando um milhão de judeus mortos no Holocausto. Participaram deste ato Ben Abraham, presidente da Sherit Hapleita (Associação dos Sobreviventes do Holocausto), acompanhado por dois jovens da comunidade judaica pernambucana; o governador de Pernambuco e o prefeito de Recife; Joseph Safra, presidente da escola e da comunidade Beit Yaacov ; Jaques Wagner e Marcelo Itagiba; os rabinos; e o presidente Lula.

Após acender a vela, Ben Abraham dirigiu-se ao presidente Lula e enfatizou a gratidão dos sobreviventes do Holocausto pela maneira como foram acolhidos no Brasil. Lula conversou ainda com outra sobrevivente do nazismo, Pola Berenstein, da comunidade judaica pernambucana.

Em seguida, discursaram Ivan Kelner, Claudio Lottenberg, João da Costa Bezerra Filho, Eduardo Campos e o presidente Lula, que participou pelo quinto ano consecutivo da cerimônia do Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto.

“É um dever moral proteger a memória das vítimas do Holocausto, mas acima de tudo é nossa missão manter acesa a chama da luta pela liberdade e denunciar os regimes intolerantes, quaisquer que sejam eles”, discursou Lottenberg. “Nossa obrigação é denunciar e combater o racismo e o revisionismo histórico, pois negar o Holocausto é inaceitável, inadmissível e um desrespeito à memória coletiva. Quem nega o Holocausto e faz dessa negação uma de suas bandeiras políticas personifica valores incompatíveis com a democracia e a convivência entre diferentes pessoas e origens”, prosseguiu o presidente da Conib.

Em seu discurso, o presidente Lula disse: “Como vocês sabem, o presidente Shimon Peres, o presidente Mahmoud Abbas e o presidente Ahmadinejad estiveram no Brasil recentemente. Durante esses encontros, conversamos longamente sobre a necessidade de uma paz duradoura no Oriente Médio e sobre os obstáculos que vêm impedindo alcançar esse objetivo. Mostrei ao presidente do Irã que é impossível negar o Holocausto, que 60 milhões de vidas foram perdidas na Segunda Guerra Mundial em combates, em enfrentamentos de parte a parte. Mas que os 6 milhões de judeus não foram mortos em combates, foram exterminados. E ninguém tem o direito de desconhecer o extermínio de tanta gente. Falamos também da nossa disposição de dialogar com todos os setores envolvidos, sobre como nosso país, com longa tradição pacifista e de respeito às diferenças, pode contribuir nos processos que visam a resolução dos conflitos na região”.

A visita do presidente brasileiro ao Oriente Médio, prevista para março, também foi tema dos pronunciamentos. Afirmou Lottenberg, que relembrou ainda o fato de o presidente ter se reunido com representantes da comunidade judaica 22 vezes nos últimos sete anos: “Confiamos muito em suas intenções no sentido de um acordo de paz entre israelenses e palestinos. Todos queremos a paz, embora possamos divergir a respeito dos meios e modos mais adequados para atingir a paz que garanta segurança e prosperidade àquela região”.

O presidente Lula , referindo-se a sua viagem a Israel, territórios palestinos e Jordânia, afirmou: “E mais uma vez, em nome do povo brasileiro, levarei até lá nossa mensagem de tolerância e de paz, nossa convicção em defesa do diálogo comum. Uma mensagem que é baseada não em uma utopia, mas na realidade de uma nação onde as mais diversas comunidades convivem em harmonia”.

GERMANO HAIUT

CLAUDIO LOTTENBERG

BEN ABRAHAM, POLA BERENSTEIN e LULA

boris moldura

“O programa de cães guia do Instituto IRIS, precisa da sua colaboração, A doação de recursos é fundamental para o desenvolvimento da atividade no Brasil

Você pode ajudar contribuindo com um depósito de qualquer valor na conta corrente do Instituto IRIS nos bancos: Bradesco, Real ou Santander, ou solicite um boleto  para ser creditado em qualquer instituição bancária pelo e-mail : doador@iris.org.br

A sua participação é vital para nós, contribua!

Banco: 237 (Banco Bradesco)

Agência: 0548-7

Conta: 101.400-5 *

*Banco: 356 (Banco REAL)

Agência: 0409

Conta: 8038756-9 *

CNPJ: 05.295.189/0001-00
Razão Social: Instituto IRIS – de Responsabilidade e Inclusão Social
Entidade qualificada como OSCIP pelo Ministério da Justiça

O Instituto IRIS, é uma OSCIP certificada pelo Ministério da Justiça, portanto as empresas que quiserem doar para o programa de cães guias para cegos podem ter suas doações abatidas das contibuições fiscais (consulte o seu contador!).

maiores informações : 011 7398 8776

www.iris.org.br

link-caoguia

Who We Are
The World Blind Union (WBU) is a non-political, non-religious, non-governmental and non-profit-making organisation, representing over 160 million blind and partially sighted persons in 177 member countries. It is the internationally recognized organisation speaking on behalf of blind and partially sighted persons at the international level.

The World Blind Union does not provide direct services or programs to blind and partially sighted persons but rather brings together major organizations of blind persons and those providing services and programs to them from around the world. Central to WBU’s work is the prominence of organizations of blind persons in its work and the leadership of blind and partially sighted persons within the Union. Much of the work of the WBU is carried out by its six regions: Africa, Asia, East Asia/Pacific, Europe, Latin America, North America/Caribbean.
Our Vision
The Vision of the World Blind Union is that we live in a community where people who are blind or partially sighted can participate on an equal basis in all aspects of social, economic, political and cultural life.
Our Purpose and Mission
We are a worldwide movement of blind and partially sighted people acting on our own behalf to:

* Eliminate prejudice;
* Promote belief in the proven abilities of blind and partially sighted people;
* Achieve full participation and equality in society.

Quiénes somos

La Unión Mundial de Ciegos (UMC) es una organización apolítica, aconfesional, no gubernamental y sin ánimo de lucro, que representa a más de 160 millones de personas ciegas y con deficiencia visual en 177 países miembros. Es la organización portavoz reconocida a escala internacional que se expresa en representación de las personas ciegas y con deficiencia visual.

La Unión Mundial de Ciegos no proporciona servicios o programas a las personas ciegas o con deficiencia visual de forma directa, sino que se encarga de unir a las principales organizaciones de personas ciegas de todo el mundo, así como a las que se encargan de proporcionar servicios y programas a estas personas. Para el trabajo de la UMC resulta primordial el avance de las organizaciones de personas ciegas, así como la promoción del liderazgo de las personas ciegas y con deficiencia visual dentro de la Unión. Gran parte del trabajo de la UMC se lleva a cabo a través de sus seis regiones geográficas: África, Asia, Asia Oriental/Pacífico, Europa, América Latina y Norteamérica/Caribe.
Nuestra Visión

La Visión de la Unión Mundial de Ciegos se basa en que vivimos en una sociedad en la cual las personas que son ciegas o tienen deficiencia visual pueden participar de forma equitativa en todos los aspectos de la vida social, económica, política y cultural.
Objetivo y Misión

Somos unmovimiento mundial de personas ciegas y con deficiencia visual que actúa por iniciativa propia, con el fin de:

  • Erradicar los prejuicios;
  • Promover la confianza en las capacidades demostradas de las personas ciegas y con deficiencia visual;
  • Lograr la plena participación y la igualdad en la sociedad.

BASHER, ANJO AMIGO!!

Basher e Dani

Porque quando estive triste, foi por sua causa que consegui encontrar forças para levantar, continuar. Quem sabe por que você estivesse lá, frágil, precisando de mim, dos meus cuidados, da minha atenção.

E assim me ensinou a sorrir outra vez. Também a andar de novo. Tantas conquistas, anjo amigo.

Seu amor incondicional enxerga através de mim e se aproxima quando quero confessar a dor em uma lágrima. E põe um sorriso no meu rosto, se jogando no meu colo para brincar, como se soubesse que assim eu vou entender que para ser feliz não é preciso muito.

Obrigada, Basher, por me fazer acreditar que a vida pode ser melhor, mais feliz!

Dani Kovács

O Banco Central e a Casa da Moeda lançaram as novas cédulas do Real. O objetivo maior é tornar o dinheiro brasileiro ainda mais seguro, agregando as mais modernas tecnologias de produção às notas.

Um novo design para o dinheiro brasileiro

Lançada em julho de 1994, a série de cédulas atual permaneceu praticamente inalterada por 15 anos.

O projeto das novas cédulas brasileiras vem sendo desenvolvido desde 2003 pelo Banco Central em conjunto com a Casa da Moeda do Brasil – CMB, responsável pela produção do dinheiro. As novas cédulas do Real atenderão a uma demanda dos deficientes visuais, que até então enfrentavam dificuldade em reconhecer os valores das notas. Com tamanhos diferenciados e marcas táteis em relevo aprimoradas em relação às atuais, a nova família de cédulas facilitará a vida dessa importante parcela da população. Dotadas de recursos gráficos mais sofisticados, as notas ficarão mais protegidas contra as falsificações

A temática da atual família – efígie da República nos anversos e animais da fauna brasileira nos reversos – será mantida, porém os elementos gráficos foram redesenhados, de forma a agregar segurança e facilitar a verificação da autenticidade pela população. A nova família vai manter a diferenciação por cores predominantes, aspecto que facilita a rápida identificação dos valores nas transações cotidianas, inclusive por pessoas com visão subnormal

As primeiras cédulas a serem lançadas serão as de R$ 100 e de R$ 50, que demandam maior segurança contra falsificações por serem os valores mais elevados em circulação. A substituição do meio circulante será feita aos poucos, à medida que as cédulas atualmente em circulação forem retiradas em decorrência do desgaste natural. No primeiro semestre de 2011, serão lançadas mais duas denominações – R$ 20 e R$ 10 –, devendo toda a nova família estar em circulação em um período de dois anos.

Perguntas e respostas – segunda família de cédulas do Real

1. Por que mudar as cédulas?

O Real se consolidou como uma moeda forte, usada cada vez mais nas transações cotidianas e como reserva de valor. Com o avanço das tecnologias digitais nos últimos anos, é necessário dotar as nossas cédulas de recursos gráficos e elementos anti-falsificação mais modernos, capazes de continuar garantindo a segurança do dinheiro brasileiro nos próximos anos.

2. Por que a mudança está ocorrendo agora?

O projeto das novas cédulas vem sendo desenvolvido há vários anos pelo Banco Central em parceria com a Casa da Moeda do Brasil – CMB. No entanto, a atualização tecnológica das cédulas dependia da aquisição, pela CMB, de equipamentos de impressão mais modernos. Esse processo está sendo concluído em 2010, com a instalação e testes das novas linhas de produção, adquiridas por licitação em 2009.

3. As notas que já estão em circulação continuam válidas?

Sim, as notas antigas continuarão valendo e serão substituídas aos poucos, à medida que forem sofrendo o seu desgaste natural.

4. As notas antigas valerão menos?

Não, as notas antigas continuarão com seu curso legal, com o mesmo valor.

5. Tenho que trocar minhas notas atuais pelas novas?

As novas notas entrarão em circulação através dos bancos comerciais, dos caixas automáticos e da rede de comércio. Não há necessidade de trocar as notas antigas por novas na rede bancária, pois as duas famílias conviverão em circulação por um bom tempo.

6. De que material serão feitas as novas notas?

A segunda família de cédulas do Real será impressa em papel fiduciário, conforme a família atual.

7. Por que o processo de substituição vai se iniciar com as notas de 50 e de 100 reais?

As duas notas de maior valor do meio circulante brasileiro são as que demandam maior proteção contra as tentativas de falsificação.

8. Quando serão lançadas as demais notas?

A previsão é lançar as novas notas de 10 e 20 reais no primeiro semestre de 2011 e as de 2 e 5 reais no primeiro semestre de 2012. As datas exatas dos lançamentos serão divulgadas oportunamente pelo Banco Central do Brasil.

9. Será lançada a nova nota de 1 real?

Apesar de estar contemplada no projeto da nova família de cédulas do Real, a nota de 1 real não tem previsão de lançamento, uma vez que, para este valor, o Banco Central vem priorizando a emissão de moedas, que apresentam uma relação custo-benefício muito superior à das notas, em função de sua durabilidade.

10. Quais são as principais diferenças das novas notas em relação às atuais?

Os novos equipamentos e insumos permitirão a impressão de desenhos mais complexos com maior precisão, aumentando a percepção de uma impressão de qualidade superior. Alguns elementos de segurança já presentes nas atuais cédulas – como a marca d’água, o registro coincidente e a imagem latente – foram redesenhados de modo a facilitar a sua verificação pela população e dificultar a reprodução por falsários. Outra novidade são os tamanhos diferenciados por denominação. Nas notas de 50 e 100 reais, a maior mudança é a inclusão de uma faixa holográfica com desenho personalizado para cada denominação, um dos mais sofisticados elementos anti-falsificação hoje existentes.

11. Por que as novas notas terão tamanhos diferenciados.

O principal motivo é garantir a acessibilidade dos deficientes visuais ao dinheiro brasileiro, oferecendo um recurso confiável para reconhecimento e diferenciação das cédulas.

12. Quais serão as dimensões das novas notas?

2 reais – 12,1cm x 6,5cm;

5 reais – 12,8cm x 6,5cm;

10 reais – 13,5cm x 6,5cm;

20 reais – 14,2cm x 6,5cm;

50 reais – 14,9cm x 7,0cm;

100 reais – 15,6cm x 7,0cm.

13. Por que foram mantidos a figura da República e os animais?

A fim de facilitar a identificação visual e diminuir o impacto da mudança para o cidadão comum, optou-se neste projeto por manter a temática das atuais cédulas do Real. Porém, foram desenvolvidas novas gravuras, tanto da figura da República quanto dos animais que estampam os reversos das notas.

14. Por que foi alterada de vertical para horizontal a orientação dos desenhos nos reversos?

A nova orientação dos reversos permitiu uma diagramação com maior destaque para elementos de segurança importantes para a população, como a marca d’água, e a inclusão dos elementos novos, sem que se perdesse a referência visual das atuais cédulas.

15. Que aspectos das atuais notas se manterão na nova família?

Serão mantidos os valores (2, 5, 10, 20, 50 e 100 reais) e os temas (figura da República e animais da fauna brasileira). A cor predominante de cada cédula também será mantida, porém, como a nova família conta com recursos de produção mais avançados, haverá uma maior riqueza de cores de fundo.

Fonte: Banco Central do Brasil

http://www.bcb.gov.br/

Brasília, 3 de fevereiro de 2010

Assessoria de Imprensa

Imprensa@bcb.gov.br

(61) 3414-3462

FONTE: http://revistaepoca.globo.com

NOTAS DE REAL

notas de real

05/11/2009 18:15
Como os cegos diferenciam as notas de dinheiro?
As cédulas de real apresentam diferenças perceptíveis no tato apenas quando estão novas. O Banco Central deve adotar modelo estrangeiro para que os cegos consigam identificar melhor os valores. O braile não é uma opção viável

Laura Lopes

Real As notas apresentam apenas marcas de relevo
Em qualquer lugar do mundo é possível reconhecer o valor das notas de dinheiro. Seja na Índia, na China ou nos Estados Unidos, e nem precisa saber a língua nativa, nem mesmo ser alfabetizado. Só há uma exceção para essa regra: os deficientes audiovisuais. Como eles contam dinheiro? Aqui no Brasil, as moedas da segunda família (a segunda geração de moedas de real) possuem tamanhos e espessuras diferentes, algumas são serrilhadas nas bordas, justamente para serem diferenciadas por meio do tato. Já as cédulas têm marcas de relevo que se perdem com o uso. “Essas marcas são pouco perceptíveis, principalmente para os mais idosos. E, com o tempo, as notas vão perdendo o relevo”, diz Regina Fátima Caldeira de Oliveira, deficiente visual e coordenadora da Revisão dos Livros Braille da Fundação Dorina Nowill, de São Paulo.

NOTAS DE EURO

notas de euro

Euro Cada valor tem um tamanho diferente, obedecendo à regra de quanto maior o valor, maior o tamanho. A nota também apresenta marcas táteis em relevo
A primeira solução que vem à cabeça é a inserção de caracteres em braile nas notas. Essa, no entanto, é uma saída pouco útil: o braile sairia com o desgaste das cédulas, assim como acontece com as marcas de relevo atuais. “Além disso, o braile é lido por muitas pessoas cegas, mas não por todas. A gente não quer braile nas notas”, afirma Regina, que participou de reuniões com o Banco Central e a Casa da Moeda, junto a entidades representativas dos deficientes visuais do país, para encontrar uma solução viável e prática para o problema. O BC comunga a opinião da Fundação Dorina. Segundo João Sidney, do chefe do departamento de Meio Circulante, “a tecnologia de impressão não tem sobrevida. Na terceira manipulação da nota, o braile já acaba”.

Apesar da concordância, pouca gente sabe que o braile não é o melhor caminho a seguir. No dia 27 de outubro, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) encaminhou um ofício à Casa da Moeda solicitando informações sobre a viabilidade técnica para implantação desse sistema de leitura nas cédulas e moedas do país. A proposta, feita pelo conselheiro do Amazonas Edson de Oliveira, tem a melhor das boas intenções, em defesa dos direitos dos cegos, já que os mesmos não têm acesso à leitura das notas. Mas não funciona. “Há quem faça isso para melhorar e ajudar, mas devia falar com pessoas que lidam com o problema diriamente e que podem ter a melhor proposta”, diz Regina.

Austrália As notas têm tamanhos diferentes e são reconhecidas por meio de um gabarito
Entre as propostas sugeridas nas reuniões entre as entidades e o governo, a que mais agrada Regina é o modelo adotado na Austrália e nos países que fazem parte da comunidade Européia (e usam o euro). Lá, as notas possuem tamanhos diferentes, crescendo à medida que o valor aumenta. O portador de deficiência visual recebe uma espécie de gabarito que indica o valor da nota, em braile. Ao colocar a nota dentro desse gabarito, sua ponta vai cair sobre o valor correspondente a ela. Serve mais para quem ainda não decorou o tamanho das notas ou não está acostumado àquela moeda.

Canadá Além das notas terem furinhos arranjados de formas diferentes para cada valor (à dir.), um aparelhinho lê a nota e emite um sinal diferente para cada valor, por meio de voz, som ou vibração
Na opinião do BC, no entanto, o modelo canadense é que deve vigorar no Brasil. Segundo o chefe do departamento de Meio Circulante do Banco Central, não é necessário mexer no design ou tamanho do dinheiro. “O Canadá insere nas notas uma tinta invisível diferente para cada valor e distribui um aparelhinho subsidado que reconhece o magnetismo da tinta e emite um sinal para cada valor”, afirma João Sidney. Trata-se de um aparelho pequeno, que pode ser levado no bolso e distribuído gratuitamente pelo Canadian National Institute for the Blind. Sobre o gabarito, adotado pelos australianos e europeus, Sidney diz que não é a melhor solução e, como o reconhecimento é feito pelo tato, pode levar a erros de interpretação. “Eu apostaria nessa tecnologia sonora”, diz. Só não se sabe quando ela entrará em vigor.

http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI103120-15223,00-COMO+OS+CEGOS+DIFERENCIAM+AS+NOTAS+DE+DINHEIRO.html

e daí? Eu tenho o Basher!

Talvez meus olhos morram.
Desisti de pensar como será.
Foi importante: mitigou o desespero, se pode ser tão ou mais feliz.
Aceitar, sem preconceito ou sofrimento.
Pouco importa a reação do outro.
Tanta ajuda surgiu, a bondade também pode surpreender.
A bengala: mais amigos e segurança, essencial à independência que se perdia.
A cegueira.
Eu, tão cética à época, pedi, sei lá a quem, mais tempo.
Engraçado! Tive o que queria.
Também tive medo e pena.
Meu futuro que até então se afigurava tão promissor…
Será que o esforço era para mim?
A progressão bate à porta para avisar dos limites.
Sábias palavras: inclusão e integração. A doença, processo natural.
Sim, vejo pouco, não vi, pouco importa.
A dificuldade me torna melhor. Essa é palavra certa?
Palavras, palavras, às vezes me sinto num turbilhão delas. Necessidade de memorizar o que não se vê?
Sabe, é bom ver as pessoas sem aparência.
Eu já quis guardar o pôr-do-sol.
Talvez o externo não tenha mesmo importância, ou tenha…
Não tenho mais medo.
A troca é fundamental. Somos felizes.
Sim, meus olhos podem cegar, e daí?
Eu tenho o Basher, meu cão guia.
Daniela F. Kovács

Boris – legend

 

Boris e thays

Boris

Queridos
Boris se foi na noite de sábado.
Tenho certeza de que todos que conviveram com este verdadeiro anjo, devem, como eu, estar sentindo a perda de um grande amigo.
Mais que um cão, ele foi um dos seres mais extraordinários que já tive o privilégio de conhecer em minha vida. Sua nobre missão  foi muito além de tudo que se esperava. Em sua dedicação infinita, Boris irradiava e distribuía – sempre generosamente – carinho e alegria para todos que dele se aproximavam em busca de um momento feliz.
Até mesmo para aqueles que só o conheceram por suas histórias, às vezes comoventes, por outras divertidas, mas todas sempre reveladoras de sua grande alma e espírito superior, Boris, em sua simplicidade e descomplicação, trouxe luz e sabedoria.
Após uma admirável passagem por esta existência, tem agora seu merecido repouso em alguma outra dimensão que, por desconhecermos, nós que ainda não fizemos a travessia, chamamos ingenuamente de céu. Se este lugar, no entanto, existe apenas em nossos corações, então é lá que Boris, em nossas lembranças, viverá para sempre.
Saudades, Boris
Com amor
Maria Augusta

http://www.caoguia.net